Espaço de partilha e de informação da Biblioteca Escolar/ Centro de Recursos Educativos do Agrupamento d`Agrela e Vale do Leça

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Beatriz


Nasci no Alentejo ,
Junto ao rio pequenino ,
Salpicado de pedras,
Num grande moinho.

Tinha um jardim …
Era muito bonito …
Quando o viam,
Iam logo ao infinito!

Eu chamo – me Beatriz,
Todos gostam de mim,
Quando vou lá para fora,
Vêem – me sempre no jardim!

Já bateram as nove badaladas,
Tenho de ir para a escola,
Só me vou vestir,
E pegar na sacola!

Rute Beatriz Araújo Leite, 5ºE,Nº 19

O passarinho


Era uma vez uma menina chamada Carolina. Carolina era aquela menina conhecida por todos pela sua simpatia. A aldeia onde vivia desde que nascera, era uma aldeia muito pobre, apesar das pessoas viverem felizes.
Certo dia de manhã, Sofia, a irmã mais nova de Carolina, abriu a janela e disse:
-Carolina, olha só para o passarinho!
Nos olhos de Sofia via-se que ela queria ficar com aquele lindo passarinho.
E perguntou à irmã:
-Por que razão ele está a piar tanto?
Sofia e Carolina foram a correr para o jardim e o passarinho pôs-se a voar e as meninas foram atrás dele.
Ele levou-as até a um ninho lindo e belo. Dentro do ninho estavam pequenos pássaros ainda sem penas, abrindo a boca como se já não comessem há mais de quinze dias.
Carolina andava na escola no 5ºano. Em Ciências tinham dado alguma matéria sobre os pássaros e tinha ouvido falar dos passarinhos. Então, pôs-se a observá-los. Olhou duas, três, até quatro vezes olhou, para ver se se lembrava por que razão é que eles abriam a boca. De repente deu um salto e disse:
-Já sei por que razão é que eles estão a abrir a boca!
E Sofia, toda contente, disse:
-Vá, se sabes, dizes-me?
Carolina mandou a irmã ir buscar a comida do melro, sem dizer por que razão eles abriam a boca.
Quando a irmã chegou, foi ela buscar uma malga. Pôs a comida lá dentro e misturou-a com água e ralou-a muito bem.
Pegou numa colher de café e disse:
-Sim, agora digo-te por que razão abrem a boca. É muito simples, porque têm fome.
Sofia disse logo:
-Anda, então anda, eles têm fome!
Sofia pegou numa colher e a Carolina noutra e foram tirando da malga a comida e pondo dentro do bico dos pequeninos.
Depois de darem a comida toda, os passarinhos fecharam os olhos, encostaram-se uns aos outros e adormeceram calmos.
E a mamã pássaro baixou a cabeça como num agradecimento.
E Sofia e Carolina ficaram orgulhosas de si próprias.




Catarina, 5ºD

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

"Restaurante Naco de Letras"

No dia 26 de Outubro, comemorou-se o Dia Internacional das Bibliotecas Escolares. Assinalando o evento, a Biblioteca Escolar do nosso Agrupamento promoveu uma actividade para os alunos do 5º ano. A biblioteca transformou-se no “Restaurante Naco de Letras”. Com o lema “ Ler Não Engorda”, aos alunos do 5º ano foi servida uma “refeição” diferente promovendo, dessa forma, o gosto pela leitura e pelo livro. Pelos registos dos “nossos clientes”, no momento de “pagar a conta”, todos saborearam com prazer e entusiasmo a “refeição” servida.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Porque a escola é o lugar natural de formação de leitores e escritores, de aquisição do hábito e do gosto pela leitura e pela escrita...

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009



Sísifo


Recomeça…
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.



E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.


Miguel Torga, Diário XIII